quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ações da prefeitura de Rio Branco no combate as enchentes é retratado em documentário

 Seg, 24 de Maio de 2010 10:34
Filme será produzido pela Fundação Oswaldo Cruz

Aquinei Timóteo
Foto: Marcos Vicentti

Documentaristas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estão em Rio Branco para fazer filme sobre as inundações de 2006 a 2010. O documentário tem a finalidade de retratar as práticas adotadas na Capital acreana no combate as enchentes. A equipe da Fiocruz é composta pela produtora Eliane Pontes; pelo técnico de áudio, Gilson Machado; pelo iluminador, Gerson Cortes; pelo câmera, Pauliran Freitas e pela diretora Ieda Rosenfeld.
A enchente sazonal do Rio Acre está tornando-se um fenômeno de ciclo anual e tem exigido, em virtude dos efeitos sociais, um tratamento especial da Prefeitura. Em 2006, foram desabrigadas e acolhidas 911 famílias, perfazendo 4.365 pessoas, no Ginásio Coberto, em escolas e no Parque de Exposições.

Para as famílias que perderam suas moradias, a Prefeitura entregou 45 casas, em madeira, no bairro Ilson Ribeiro; e construiu mais 24 novas casas para as famílias que moram em áreas de risco.

O Plano de Contingência adotado pela prefeitura de Rio Branco tem por objetivo mobilizar e integrar o sistema de Defesa Civil por meio de diversos órgãos setoriais na esfera municipal em parceria com a Defesa Civil do Estado. O plano abrange a região urbana e rural da Capital.

O Major George Santos, da Defesa Civil Municipal informa que a agilidade nas ações é necessária quando há aumento de chuvas nas cabeceiras do Rio Acre. Diante do risco iminente, todas as secretarias municipais se preparam para agir em caso de necessidade.

“Rio Branco encontra-se numa área intermediária entre a nascente do Rio Acre, na fronteira com o Peru e a foz, na fronteira com o Amazonas. E a alta constante durante os primeiros meses do ano nos leva a colocar em prática o plano de contingência”, explicou George Santos. As ações incluem desde o socorro à população em risco, com estabelecimento de abrigos e retirada da população das áreas de risco, à assistência médica, assistência social e alimentar.

Rio Branco concentra 45,7% da população do Estado, dos quais cerca de 80% moram em bairros carentes. Numa cidade com este perfil, toda intervenção pública toma a forma de serviço social básico.

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